Jalapão, cheio de belezas naturais

 

Entre dunas douradas, paisagens grandiosas, fervedouros e cachoeiras o Jalapão cada dia mais conquista os viajantes amantes do ecoturismo. Em meio ao cerrado do Tocantins, o Jalapão está sendo descoberto pelos turistas que buscam alguns dias de descanso longe dos grandes centros urbanos. O destino é ideal para relaxar e curtir intensamente o contato com a natureza. A região é uma das mais bem preservadas do país e o acesso, ainda limitado, faz do Jalapão uma região bem pouco explorada. É hora de sair do roteiro comum e seguir para um refrescante banho nas águas do Jalapão, afinal, sol é o que não falta por lá.

O Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, no estado do Tocantins, que engloba vários municípios e diferentes áreas de preservação, entre elas o Parque Estadual do Jalapão. A área total do Jalapão é de 34 mil km² e a região é considerada um dos maiores bloco de vegetação nativa remanescente no Brasil.


 

QUANDO IR?

É possível visitar o Jalapão o ano todo, mas a estação seca, que vai de maio a setembro, é a mais indicada. De outubro a abril, apesar de os dias serem menos quentes, as chuvas podem atrapalhar os passeios, deixar as águas turvas e afetar a visibilidade dos pores do sol, um dos ápices da viagem.

 

 

Sob o céu azul intenso do cerrado, há inúmeras formações rochosas que, com a ação do vento e da chuva, foram se transformando em areia. Isso explica a origem das dunas alaranjadas, o maior cartão-postal do Jalapão.

Mas a região é muito mais do que isso: passear por ali significa conhecer chapadões e riachos que formam piscinas naturais e cachoeiras e avistar animais como emas, araras-azuis, antas, capivaras, lobos-guará e, com muita sorte, até onças.

 

Cachoeiras

 

Alimentada pelas águas do Rio Novo, a Cachoeira da Velha, localizada dentro do Parque Estadual do Jalapão, é a maior da região – são duas quedas que completam, juntas, cerca de 100 metros de largura e 15 de queda livre. Não é permitido tomar banho ali, mas é possível fazer um rafting pela cachoeira ou unir a visita à Prainha do Rio Novo.

A Cachoeira do Formiga, a 36 km de Mateiros, é uma das mais bonitas da região. A queda não é muito grande, mas suas águas formam uma impressionante piscina natural azul-esverdeada. Também é possível acampar na área.

Para quem vem de Ponte Alta do Tocantins, outras boas opções são as Cachoeiras do Soninho, a 68 km da cidade. Nela, a queda principal, com 30 metros de altura, tem um grande volume de água que torna o nado impossível. Mas, poucos metros acima, o Rio Sono forma pequenas quedas e piscinas naturais boas para banho.

do Lajeado, a 36 km de Ponte Alta do Tocantins, por sua vez, o rio cai por degraus escorregadios antes de formar a queda e, depois, um poço (para chegar até ele, é necessário descer pela própria cachoeira). Já na Cachoeira da Fumaça, o programa é contemplar a queda e a grande nuvem de vapor d’água que ela forma – por motivos de segurança, o banho não é aconselhado.

 

Fervedouros

 

Programa único do Jalapão, os fervedouros são poços cristalinos de onde a água brota com tanta pressão que impede os banhistas de afundarem. Um dos mais famosos é o Fervedouro do Ceiça, em Mateiros, com capacidade máxima de dez visitantes por vez e permanência total de 20 minutos.

O Fervedouro Bela Vista, em São Félix do Tocantins, é o maior e um dos mais bonitos da região, com águas incrivelmente azuis. Tem uma boa infraestruturas, com restaurante, área para camping e deck de madeira.

 

 

Outros fervedouros abertos à visitação são o Fervedouro do Rio Sono, próximo a Mateiros, com restaurante de comida caseira e redário e o Fervedouro do Buriti, com água verde-azulada e cercado de buritis.

O Fervedouro do Buritizinho e o Fervedouro Encontro das Águas, em Mateiros e o Fervedouro do Alecrim, próximo a São Félix, também são boas opções.

 

Mirantes

 

A cerca de 30 km de Mateiros, a Serra do Espírito Santo oferece uma vista privilegiada da beleza e imensidão do Jalapão. A trilha até o topo não é das mais fáceis – são cerca de 8 km de ida e volta, mas o visual compensa. Os melhores horários para a fazer a trilha são no inicio da manhã e fim da tarde, quando é possível assistir o sol nascer ou se pôr do alto.

Ao lado, a erosão das rochas de arenito da Serra do Espírito Santo formam as dunas do Jalapão. Enormes bancos de areia alaranjada, as dunas são ideais para assistir ao pôr do sol – a sensação é de estar em um deserto.

 

Outros passeios

 

Para completar sua visita ao Jalapão, vale conhecer ainda o Cânion Sussuapara, uma fenda de 12 metros de altura aberta pela água, a cerca de 12 km de Ponte Alta, com muitas plantas, um córrego e uma pequena cascata. Para quem quer conhecer e comprar peças de artesanato em capim dourado, vale visitar a comunidade quilombola Mumbuca, próxima a Mateiros.